Pintor
O pintor de obras é o profissional que cuida do acabamento final de uma reforma ou construção — paredes internas, tetos, fachadas, muros, grades e portões. Um bom serviço de pintura esconde imperfeições e valoriza o imóvel; um serviço ruim revela cada bolha, escorrimento e demão mal distribuída.
A pintura parece simples, mas tem mais variáveis do que aparece: tipo de tinta (PVA, acrílica, látex, esmalte, textura), preparação da superfície, número de demãos e técnica de aplicação — rolo, pistola ou pincel — mudam completamente o resultado.
O que o pintor faz antes de pintar:
Um pintor experiente passa mais tempo preparando a superfície do que pintando. Isso inclui lixar áreas com pintura antiga soltando, tapar furos e nichos com massa acrílica, aplicar selador em paredes novas (que absorvem muito), e colocar fita crepe com cuidado pra não sujar rodapés e caixilhos. Pintor que pula esses passos vai entregar serviço feio em poucos meses.
Tipos de tinta e onde usar:
- PVA: paredes internas secas, custo baixo, menos resistente
- Acrílica: interna e externa, mais resistente à umidade e lavável
- Textura: esconde irregularidades, boa pra fachadas com trincas superficiais
- Esmalte sintético: para grades, portões, tubulações metálicas
- Epóxi: garagens, áreas molhadas que precisam de tinta impermeável e lavável
Exemplo prático: um morador quis economizar e contratou um pintor que cobrou R$ 800 a menos que os outros. O profissional não aplicou selador nem lixou as áreas com tinta antiga. Três meses depois, a tinta nova começou a soltar em manchas. O retoque custou mais que a diferença economizada.
A diária de pintor em SP varia de R$ 200 a R$ 300. Para um apartamento de 70 m², o serviço completo (dois quartos, sala, cozinha e banheiros) fica em torno de R$ 3.500 a R$ 6.000 na empreitada, incluindo material.